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Notícias


António Maria de Azevedo MACHADO SANTOS


QUANDO TUDO ACONTECEU...

1875: Nasce em Lisboa a 10 de Janeiro.
1891: Alista-se na Marinha em 29 de Outubro.
1892: Aspirante de 2.ª classe ou 2.º comissário.
1895: Comissário naval de 3.ª classe ou 3.º comissário.
1908: Em Junho é iniciado na Carbonária; participa na revolta do 28 de Janeiro.
1910: Tem o posto de 2.º tenente ou comissário de 2.ª classe, na altura da Revolução de 5 de Outubro de que é o principal protagonista; a 12 de Novembro funda o jornal o Intransigente.
1911: É eleito deputado para a Assembleia Constituinte; galardoado com o posto de capitão-de-mar-e-guerra.
1913: Tentativa revolucionaria de 27 de Abril.
1914: Distúrbios em Lisboa na noite de 26 de Janeiro.
1915: Movimento das Espadas.
1915: Ditadura de Pimenta de Castro; é preso e deportado para os Açores.
1916: A 13 de Dezembro chefia a revolta de Tomar; novamente preso vai para a prisão do Fontelo em Viseu.
1917: Ministro do Interior no primeiro governo de Sidónio Pais.
1918: Secretário de Estado das Subsistências e Transportes no segundo governo sidonista até 11 de Maio; em ruptura com Sidónio Pais propõe no Senado uma amnistia.
1919: Organiza um grupo de combatentes que se bate contra os revoltosos monárquicos acampados na serra de Monsanto; salva a República, recolhe à vida privada e retira-se da actividade política.
1921: Morre, assassinado, em Lisboa na noite de 19 de Outubro.



MIGUEL BOMBARDA
Médico e Político: 1851 - 1910

_ 1851: Nasce no Rio de Janeiro a 6 de Março.
– 1877: Naturaliza-se português e termina o curso da Escola Médica.
– 1883: Funda a Medicina Contemporânea.
– 1898: O seu livro Consciência e Livre Arbítrio provoca grande polémica.
– 1906: Notabiliza-se na organização do Congresso de Medicina de Lisboa ao mesmo tempo que inaugura o novo edifício da Escola Médica.
– 1908: É eleito deputado ainda como monárquico.
– 1909: Torna-se membro do Partido Republicano Português.
– 1910: Coloca-se à frente da Junta Liberal, que pedia o registo civil obrigatório e a expulsão das congregações.
– 1910: É eleito deputado republicano nas eleições de Agosto.
– 1910: É membro do comité revolucionário para implantação da República em Portugal e considerado o seu chefe civil.
– 1910: Não chegou, contudo, a assistir à vitória dos republicanos por ter sido assassinado por um louco em 3 de Outubro de 1910, poucas horas antes do início da revolta.



Cândido dos Reis - [Carlos Cândido dos Reis (1852-1910)]

Nasceu em Lisboa a 16 de Janeiro de 1852, entrando como voluntário para a Armada aos 17 anos. Apesar de uma carreira brilhante, quer no comando de vasos de guerra, quer na direcção de estabelecimentos escolares navais, é passado à reforma, no posto de vice-almirante, em 9 de Setembro de 1909. Convictamente republicano, toma parte activa na luta antimonárquica, sendo membro destacado da Junta Liberal, proferindo conferências de cariz anticlerical na Associação dos Lojistas. É o autor dos planos para a malograda “intentona do elevador da Biblioteca”, em 1908. Após o fracasso, retoma a sua actividade como conspirador, integrando a Carbonária, com o nome simbólico de “Marceau”. Eleito deputado pelo círculo de Lisboa, na lista republicana, em Setembro de 1910, não chegou, devido à queda do regime monárquico, a tomar assento nas Cortes. Participa activamente nos preparativos do movimento revolucionário do 5 de Outubro de 1910, sendo o responsável pela sua componente militar. Na madrugada de dia 4 de Outubro, embora a revolução estivesse já na rua, convence-se que tudo está perdido e suicida-se. “Fora vítima do seu temperamento. Era um hipocondríaco, nele as crises de entusiasmo e as de depressão sucediam-se com frequência.” A República prestou-lhe sentida homenagem


Manuel Brito Camacho

Uma das personalidades de maior relevo da política republicana, estadista, escritor, jornalista e médico militar. Figura controversa, Brito Camacho não consegue reunir consenso em torno de algumas das traves mestras do seu pensamento, quase todo ele publicado em livros ou em artigos de opinião nos jornais por onde passou e alguns que liderou.
A sua carreira política iniciou-se em 1890. O Ultimato inglês veio encontrá-lo em plena actividade política, colaborando em jornais e convivendo com personalidades de destaque do partido republicano.
A principal contribuição de Brito Camacho para a propaganda republicana realizou-se pelo jornalismo.
Foi eleito deputado pelo círculo de Beja, nas eleições que se realizaram a 5 de Abril de 1908, depois do regicídio.
O seu papel no movimento insurreccional, que implantou a República, foi da maior importância graças às suas relações com o chefe militar, o almirante Cândido dos Reis, e às amizades que contava entre a oficialidade do Exército e da Armada. Depois de proclamada a República, foi ministro no 1º Governo Provisório. À sua volta juntou grande parte dos maiores valores intelectuais republicanos. Quando, em 1911, o velho Partido Republicano se dividiu, tomou orientação nitidamente divergente da do Dr. Afonso Costa e do Dr. José de Almeida, e organizou e chefiou a União Republicana. Colaborou em vários órgãos de comunicação social e criou outros de inspiração republicana e de livre pensamento. Pugnou por uma educação popular e apoiou os Grémios de Instrução e os Centros Escolares Republicanos.
Em fins de 1921, Brito Camacho foi nomeado alto comissário da República em Moçambique, funções que exerceu durante dois anos com notável acção diplomática, administrativa e de fomento.

In Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Lisboa; Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia Lda., (1950). Vol. V, pp. 546-548.



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